fotos incompletas

20101112





fábulas de lisboa


rua garrett





por vezes sonhava ser um faraó quando éramos muitos dentro de mim

alberto, ricardo e álvaro falavam-me sempre no nobre porte de kheops

e bernardo achava que o meu perfil lhe lembrava muito o grande ramsés

mas eu sabia que se tivesse conhecido tutankhamon teria sido mais feliz

na certeza de ter encontrado uma improvável alma gémea longe do nilo

à beira-tejo neste rio à beira-sonho que desagua tão perto do à beira-eu





(agora, mumificado para sempre na memória dos que sobem a rua garrett,

espero… mas sei que ninguém se sentará ao meu lado neste vale dos reis)







trezentos e sessenta e seis edições depois,
como se fosse uma por cada dia de um ano bissexto
tenho a certeza de que as opiniões e os comentários recebidos
- que nunca conseguirei agradecer devidamente -
completaram as minhas imperfeitas fotografias:
este blog chegou ao

fim



20101106




série três plantas a preto&branco:
(34) jardins gulbenkian





20101104


lisboa: ascensor da bica (11)

20101102


lisboa: um desejo chamado eléctrico (31)

20101101


lisboa: jardim da estrela


20101031


lisboa: no chiado

(como deve ser, por sobre o ombro de fernando antónio...)

20101028


lisboa: vista do elevador de santa justa

20101025

lisboa: rua ivens

20101020

tejo: a foz em algés (...e la nave va)

20101017

janelas de lisboa: travessa guilherme cossoul

20101016

lisboa: cais de santos

20101014

lisboa: jardim das amoreiras

20101013


lisboa: foz do tejo

20101010


lisboa: jardim das amoreiras

20101007

lisboa: "queen" catarina (princesa do oriente)

20101005



fábulas de lisboa:



fernando antónio





- não te importas que me sente? é a única cadeira livre e pareces algo só…

- senta-te, senta-te… mas sabes, nunca estou sózinho; na verdade criei em mim várias personalidades, crio personalidades constantemente, cada sonho meu é imediatamente, logo ao aparecer sonhado, encarnado numa outra pessoa, que passa a sonhá-lo, e eu não… ou seja, para criar, destruí-me; tanto me exteriorizei dentro de mim, que dentro de mim não existo senão exteriormente, entendes? estou sempre aqui comigo e somos sempre ainda outros mais…

- olha, fernando antónio, fazemos assim se achares bem: enquanto ali a minha amiga tira uma fotografia, tomamos uma bebida e depois tu contas-me isso tudo outra vez, combinado?

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série três plantas a preto&branco:
(33) ruas de lisboa

20100929

lisboa: sob o elevador de santa justa

20100927

lisboa:
absolutamente desterrado / no museu do chiado

20100925

lisboa: o tejo visto do chiado

20100923

lisboa: calçada do ferragial

20100920

janelas de lisboa: travessa do ferragial

20100919

lisboa: robert longo no ccb

20100918


lisboa: um desejo chamado eléctrico (30)

20100916

lisboa: há lodo no cais...

20100914

janelas de lisboa: rua das flores

20100912


fábulas de lisboa: o candeeiro solar

o sol brilhava sobre a pequena barca rumo a lisboa
enquanto os dois corvos velavam o corpo de vicente
não sei se por essa razão de cariz astronómico
ou pelo facto de se tratar da parede do prédio
onde nasceu o pessoaníssimo fernando antónio,
a verdade é que neste largo há um candeeiro solar

20100910




série três plantas a preto&branco:
(32) jardins gulbenkian

20100909

lisboa: um joseph cornell no c.c.b.

20100907

janelas de lisboa: rua das flores

20100905


lisboa: banco de jardim, alto dos moinhos

20100904




série três plantas a preto&branco:
(31) jardins gulbenkian


20100902

janelas de lisboa: praça luís de camões

20100831



lisboa: provavelmente, a banda mais estranha que alguma vez actuou no chiado

20100830


lisboa: um desejo chamado eléctrico (29)

20100829


lisboa: foz do tejo

lisboa: jardim do príncipe real

20100826




série três plantas a preto&branco:
(30) parque eduardo vii

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não sou um livro aberto mas faltam-me sempre páginas. escrevo quando posso e, de certo modo, posso quando escrevo.

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